sábado, 8 de janeiro de 2011

Militares Brasileiros

Amigos! Recebi do Grupo Barro Branco. Extremamente interessante.


Cueca blindada para quem precisa
por Jorge Serrão

 
O Exército Britânico investirá US$ 9 milhões (cerca de R$ 16 milhões) na compra de 45 mil pares de cuecas blindadas para proteger suas tropas no Afeganistão. Parecidas com shorts de ciclismo e feitas com um material balístico especial produzido a partir de seda e tecidos sintéticos, o cuecão vai proteger os militares de ferimentos na área pélvica, causados pelas bombas do Talibã nas estradas.

Um cuecão assim, com o devido reforço traseiro, cairia bem para as Forças Armadas Brasileiras, na conjuntura atual. Aliás, haja cueca. Nossos militares são constantes vítimas de bombas de efeito ideológico. E devem preparar a blindagem para aquilo que está previsto na END (Estratégia Nacional de Defesa). Explodirá, em breve, a bomba da reengenharia no Exército, Marinha e Aeronáutica. Quem não for compulsoriamente para a reserva, no enxugamento da estrutura burocrática, que se prepare.

Já vazou há muito tempo – a ostensivamente negada – intenção de renovar os quadros das três Forças – principalmente o EB – com "profissionais" menos identificados com aqueles ideais ante e pós-1964. Com apoio descarado dos melancias (verde oliva por fora e vermelhos por dentro) que formam a Tropa de Elite Petralha -, a intenção dos estrategistas da Defesa é promover um grande "caroneamento".

Oficiais das turmas de 1973 a 1980 seriam convidados a "pedir para sair". Seriam "promovidos" indo para a reserva. Subiriam um posto acima no contracheque. Seria uma espécie de cala-bolso. Os novos oficiais – identificados com a Nova Ordem Petralha – ganhariam promoção na ativa. Os que adoram a vida militar ainda teriam uma outra opção. Seriam convidados a aderir à Força Nacional de Segurança. Claro, com vantagens salariais para deixar o EB, a Armada ou a FAB. Assim, as três Forças seriam cuidadosamente enfraquecidas. Sem Defesa. Nem adianta cuecão blindado!

O esquema de reengenharia das FFAA é para anteontem. Por isso, o Genérico Nelson Jobim resolveu pedir à futura chefona-em-comando que deixe nos cargos os atuais chefes militares: Enzo Peri, do Exército; Júlio Soares de Moura Neto, da Marinha; e Juniti Saito, da Aeronáutica. Os três liderarão o enxugamento. Cumprida a missão dolorosa, acabam premiados com algum cargão em empresa estatal de economia mista. E passam a espada para militares ainda mais identificados que eles com o dilmalulopetismo.

Para cuidar dos bilionários negócios de reaparelhamento das três Forças, os milicos não precisam se preocupar. O PMDB já chamou o Moreira – que o velho slogan eleitoral jurava que era "Franco, Seguro e Capaz". Se a marketagem é real, só Deus sabe. Só não restam dúvidas de que o futuro Secretário de Assuntos Estratégicos é o maior aliado das empreiteiras que comandarão o reequipamento das Legiões. Jobim terá de trabalhar com o Moreira. Imposição do Michel Temer. Mesmo contrariando a Dilma.

Enquanto a reengenharia não atinge as Legiões, tudo fica pior que antes nos quartéis do Abrantes. As Forças Armadas tomam cada vez mais pancadas ideológicas. Perdem, de goleada, a guerra assimétrica promovida pelos vencedores do confronto pós-dita-dura. Tornam-se alvos fáceis dos pretensos defensores dos Direitos Humanos. Vide a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos – apoiada pela Comissão de Anistia daqui – que deseja punição para os acusados de tortura durante o governo dos presidentes militares.

Quer mais? Enquanto os quartéis faltam recursos até para comprar comida para a tropa, sobra grana para outras inutilidades. O chefão $talinácio liberou a primeira parcela de R$ 30 milhões de um total de R$ 44,6 milhões de indenização à União Nacional dos Estudantes (UNE) como reparação pelos danos causados à entidade durante a ditadura militar (1964-1985). Os R$ 14,6 milhões restantes entrarão no Orçamento de 2011. Dilma vai mandar pagar.

Sorte da petralhada que os militares de hoje se parecem com aquele machão da piadinha homofóbica. O valentão não tolera que passem a mão em seu traseiro. A não ser que a dedada tenha duração mínima de meia hora. Assim, fica tudo como dantes na poupança do Abrantes. Para os covardes que aceitam perder a guerra assimétrica, nem cuecão blindado salva.

Ainda bem que é assim. Custaria mais caro à Nação se Moreira e Jobim precisassem encomendar o protetor milionário para tantos bundões que defecam no sagrado juramento à Bandeira do Brasil.
 

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast "Alerta Total". Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

Publicado no blog "Alerta Total".
Domingo, 19 de dezembro de 2010.



Aquecimento Global

É muita criatividade! É para comemorar o aquecimento global ou para alertar a comunidade sobre nossas ações?

Fonte: Ecoplanet

IES e gestão


IES E GESTÃO
(PARTE 2)

Qual será o motivo que leva as instituições privadas de ensino superior a perderem alunos? Por que perdem espaço no competitivo mercado de ensino? Luís Eduardo aponta alguns motivos em sua obra e este “blogueiro”, modestamente, acrescenta algumas considerações.

As IES (Instituições de Ensino Superior), em função da competitividade do mercado, podem apresentar dificuldades financeiras, o que impede investimentos em infraestrutura (não só administrativa, mas principalmente acadêmica). É preciso que o gestor tenha consciência que as universidades públicas possuem um atrativo que a IES privada nunca poderá oferecer, ou seja, a gratuidade. Por exigirem uma contraprestação financeira por parte do aluno, haverá sempre a necessidade de investimentos, vez que apenas o nome de uma instituição não será capaz de atrair, por tempo indeterminado, novos alunos, escopo de trabalho da educação. Observem o quanto é importante o planejamento estratégico formulado pela direção.

É comum que parte do corpo discente, em especial os vestibulandos, se preocupar em verificar o currículo dos professores, sendo este um diferencial que, aliado ao valor da mensalidade, influencia na decisão de efetuar a matrícula. Vivemos numa era digital, onde a consulta ao currículo dos professores é feita com um simples “click” na rede mundial. Da mesma forma deve haver uma preocupação com a grade curricular, a qual deve ser construída para formar um profissional para o mercado e para a prestação de testes ou concursos. Neste sentido as especializações, tanto lato como strictu senso, devem ser oferecidas pela IES como continuidade da formação. Esta divulgação, que também carece de investimentos, deve ser feita ao longo da jornada de estudo de cada cliente da IES.

A falta de investimento pode propiciar “combustível” para notícias prejudiciais a imagem de um IES, como por exemplo, o não-atendimento de parâmetros do Ministério da Educação e Cultura em relação à proporção de professores com dedicação exclusiva. Este tipo de informação é extremamente prejudicial à imagem valorativa da IES, pois causa a desconfiança daqueles que pretendem criar laços educacionais com a instituição.

Da mesma forma, a imagem espacial de uma IES depende de investimentos, uma vez que o conforto do aluno e melhores condições para transmissão de conhecimento, por parte dos professores, é o esperado pelo cliente. No ensino superior o aluno prefere estudar num ambiente favorável, mesmo porque esta “pagando” mensalidades e espera um bom atendimento. Oferecer salas de aula confortáveis, recursos audiovisuais, bibliotecas deixaram de ser um “luxo” para se tornar requisitos de escolha.

Por falar em investimento, não se pode esquecer a necessidade de aporte financeiro ao atendimento. Os colaboradores de uma IES precisam ser treinados para atender com excelência (surpreender o cliente). É indispensável que conheçam a missão e a visão de futuro da instituição. Isto não é fácil, pois a motivação passa a ser fundamental para a melhoria de atendimento. Para tanto, a direção, em todos os níveis de liderança, precisa estar atenta e articulada para conseguir manter seus colaboradores motivados, pois a ausência de qualquer aspecto necessário para o bom atendimento passa a ser um fator desmotivador. Assim, a comunicação deve ser extremamente trabalhada, informando deveres e direitos.

Um funcionário bem treinado e motivado contribui para a melhoria da imagem personificada de uma instituição, ou seja, pode fazer a diferença na “hora da verdade” e fidelizar o aluno. Esta situação é bastante comum, basta permanecer nos locais de atendimento (seja administrativo ou pedagógico) para perceber como as pessoas podem fazer a diferença. Neste caso, a motivação do funcionário é imprescindível.

Luís Eduardo ainda cita como problema o relacionamento entre o aluno e a IES. No parágrafo anterior falamos alguns aspectos. Mas é necessário alongar um pouco mais, pois o relacionamento vai além do simples atendimento. A IES deve estar alinhada com o mercado de trabalho, pois nada adianta graduar ou especializar um profissional numa atividade que não encontra retorno financeiro. Assim como a IES, o aluno esta em busca de “dinheiro” após sua formação. Uma IES alinhada com as necessidades do mercado atrai mais alunos e coloca a disposição do empresariado mais profissionais. Isto acontece em várias regiões do País, podendo citar como exemplo, o que ocorreu no interior do estado de São Paulo com a expansão do cultivo da cana-de-açucar, obrigando as IES a desenvolverem cursos na área de gestão ambiental, açúcar e álcool e segurança no trabalho. A universidade posicionou-se junto às necessidades do mercado.

Uma gota no oceano. Talvez! Na verdade não é fácil navegar em oceanos azuis...

O uso da tornozeleira eletrônica

O CONTROLE PRISIONAL PELO TORNOZELO

Notícia estampada no site G1, em 07 de janeiro de 2011, informava que no sistema prisional paulista 5,7% dos reeducandos masculinos (termo de direitos humanos) indultados para o natal e ano novo no final de 2010 não retornou às prisões (apenas 226). Para as reeducandas do sexo feminino, o índice foi de 21% (de 51 soltas, dez deixaram de retornar ao final do período).

Bom? Ruim? Esperado? Não se sabe. Numa rápida análise me parece que o uso da tornozeleira ainda necessita ser aprimorado, razão pela qual concordo (excepcionalmente) com o secretário paulista que esta a frente da pasta de assuntos penitenciários. Muitos aspectos ainda precisam de definição (tanto legais, como administrativos e operacionais).

Entretanto é necessário fazer uma análise matemática (usar exatas em questões humanas...gostei!). A média de “soltura por indulto” ou de “ abertura de vagas” no sistema prisional de São Paulo, nos últimos anos, tem apresentado índice em torno de 7%. Observe que neste final de ano o índice de não-retorno foi de 7,11%, ou seja, dos 23.629 presos indultados (do sexo masculino), estão foragidos 1.681. O índice apresentado pelos reeducandos que usavam a tornozeleira ficou bem próximo da média daqueles que não a usavam.

Façamos alguns cálculos: Se todos os reeducandos indultados no final de 2010 estivem com o equipamento de localização e se aplicássemos o mesmo índice, estimaríamos que 1346 ficariam nas ruas, ou seja, o retorno seria de 335 acima do verificado. Isto representa quase que 50% das vagas de uma unidade paulista (compacta). Isso seria bom? Depende...

Devemos como cidadãos, fazer uma pergunta: qual é, realmente, a finalidade da tornozeleira? Sua utilização é para forçar o reeducando a retornar para o sistema prisional ou para que os órgãos de segurança tenham informações da localização de cada indultado, para que se previna o cometimento de delitos durante a “folga”. Acredito que a SAP (Secretaria de Assuntos Penitenciários) ainda, por questões de imagem política, não decidiu.

Se a tornozeleira indicasse o local (posição georeferenciada) do preso para os órgãos do sistema de segurança pública, evidente que a recaptura seria mais fácil. Isto não foi informado pela SAP. Assim, dentro de um raciocínio lógico (sofisma), podemos depreender que 1346 tornozeleiras foram rompidas e apenas alguns destes “presos” mal intencionados (temos presos bem intencionados?) foram recapturados. Por quê? Se estas tornozeleiras não foram rompidas, onde estão as coordenadas geográficas? Tais dados não foram divulgados.

Precisamos de um levantamento sério e de disponibilização de informações pela SAP, para que possamos entender este processo. Esta falta de transparência somente prejudica a ação governamental. Precisamos saber quantos presos com tornozeleiras foram surpreendidos em flagrante delito, quantos romperam o equipamento, se as polícias tinham acesso às informações dos locais onde tais presos deveriam estar, como funciona a central de monitoramento. Tais questões não foram respondidas.

No sentido inverso, lemos ainda na imprensa que reeducandos estariam procurando o Judiciário para obter ordem judicial que impeça o uso do equipamento, pois isto estaria ferindo a dignidade da pessoa humana do preso. Pior ainda foi a alegação de que a tornozeleira era motivo para o bullying (esta foi difícil para “digerir intelectualmente”). No nordeste lemos que uma presa no regime domiciliar estaria “pagando R$ 380,00 para ter o equipamento a uma empresa privada” e, assim, usufruir do benefício legal.

O poder público, tanto federal ou estadual, precisa agilizar a regulamentação do uso deste equipamento, bem como estabelecer metas claras e impedir este amadorismo ou “testes”, conforme posicionamento do próprio secretário.

Não há mais espaço para amadorismo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A polícia que queremos - Na visão de Paula Miraglia


A POLÍCIA QUE QUEREMOS

Sob este título, a antropóloga Paula Miraglia, articulista do “Último Segundo”, com base no relatório do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), aponta a necessidade de “aspirar uma polícia cuja tarefa primordial fosse prevenir o crime e promover a segurança”.

A articulista cita a pesquisa trazendo aos leitores a informação de que “a maior parte dos entrevistados afirmou que confia pouco ou não confia nas polícias, seja ela civil ou militar, além de considerarem seu trabalho lento e ineficiente”. Pior, afirma ainda que a concepção de segurança e o papel reservado a polícia é uma “herança da ditadura militar e esta associada a repressão e elas estão longe de serem percebidas como promotoras de direitos, entre eles o da segurança”.

Não vou me estender! Vou direto ao ponto. Ela precisa entender e pesquisar um pouco mais. As polícias nada tem de herança do regime militar, a não ser sua estética (no caso das militares) e a hierarquia (comum a qualquer empresa ou organismo de segurança).

A previsão da existência das duas polícias estaduais e dos demais órgãos que compõem o sistema de segurança pública esta no artigo 144 da Constituição Cidadã, símbolo maior da abertura política do país. Nada decorrente do regime militar, que, felizmente, possui muitas virtudes.

Mas, como sempre, seu artigo também aponta verdades, como, por exemplo, a má remuneração e a falta de equipamento e de treinamento, constantes em algumas instituições.

Prezada articulista. Conheça as polícias militares e depois escreva.

PS: Texto da articulista disponível em http://ultimosegundo.ig.com.br/colunistas/paulamiraglia/a+policia+que+queremos/c1237858372740.html