domingo, 16 de setembro de 2012

Os Peripatéticos de Sinop-MT


 
Aristóteles nasceu em 384/385 a. C em Estagira, cidade fronteiriça da Macedônia. Era filho de Nicômano. Logo cedo ingressou na Escola de Platão, tendo sido um de seus princípais discípulos. Após 20 anos de convivência com os pensadores da escola platônica, Aristóteles desloca-se para a Macedônia e posteriormente para Atenas, onde inaugura sua escola, o Liceu.
 
No Liceu, Aristóteles ensinava seus alunos passeando nos jardins de sua escola, razão pela qual esta metodologia foi apelidada de "perípato" que em grego significa passeio. Seus alunos, então, denominaram-se "peripatéticos", ou seja, os que aprendiam passeando.
 
A História é maravilhosa! Em Sinop-MT um grupo de doutores e mestres se reunem em um Instituto de Educação para, a exemplo dos alunos de Aristóteles, apreenderem e entenderem os mais variados temas.
 
Trata-se do grupo Doutores Sem Fronteiras de Sinop, composto por professores de todo o país que se reunem, pessoalmente ou pela internet (conferência virtual) para discutir assuntos variados  e, principalmente, aprender de modo transversal.
 
Experiência fantástica! A reunião é uma alegria... um "passeio" pelo conhecimento. Na última semana, antropológos, enfermeiros, psicológos e advogados se reuniram para discutir  o "eu e a identidade".
 
Questões como "quem sou eu?" e "onde se rompe uma idenetidade" foram tratadas de forma técnica, alegre e transdisciplinar. Uma delícia. Cada um buscava os conhecimentos técnicos e doutrinários de seu saber e tudo era "depositado" numa mesa de discussão. Ninguem perde... todos ganham.
 
"Aprendi mais do que pude compartilhar!" Frase de quase todos integrantes. É uma festa de conhecimento.
 
Este grupo são os peripatéticos de Sinop-MT. Exemplo a ser seguido pelos acadêmicos de todo o país.
 
Parabéns Peripatéticos de Sinop. Aristóteles teria orgulho de vocês.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Pilhas e baterias

Descarte de pilhas e baterias foi aprimorado pelo IBAMA (já havia uma regulação por meio da Resolução CONAMA n. 401/08). Conheça as regras no Diário Oficial.
 
 
 
 
A resolução do IBAMA estabelece procedimentos que devem ser observados pelos fabricantes nacionais e importadores no controle do recebimento e destinação final de pilhas e baterias, bem como dos produtos que as incorporarem.
 
O IBAMA, para tanto, criou um sistema de coleta de informações para verificar o Plano de Gerenciamento de Pilhas e Baterias estabelecido pelo CONAMA.
 
Esperamos que este controle seja eficiente e eficaz. Mais trabalho (e bem vindo) para as policias ambientais estaduais.


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Resolução de crimes



 
Homicídios: apenas 5% a 8% são elucidados no Brasil
 
Luiz Flávio Gomes
 
Baseado nos dados do Datasus (Ministérioda Saúde), IBGE (InstitutoBrasileiro de Geografiae Estatística) e de órgãos oficiais internacionais (Ministérios da Justiça e da Saúde), o Instituto Avante Brasil constatou que o Brasil fechou o ano de 2010 como o 20º país mais homicida do mundo a cada 100 mil habitantes.

Em números absolutos a conclusão é ainda mais drástica: O Brasil é campeão mundial em homicídios. Isso porque, com um total de 52.260 mortes em 2010, o Brasil superou todos os demais países, inclusive a Índia (40.752 mortes), que possui uma população seis vezes maior que a brasileira e um volume maior de pessoas vivendo abaixo da linha da miséria.

Esse quadro de violência se agrava (e se explica, em grande parte) com as pesquisas realizadas pela Associação Brasileira de Criminalística, que apontam que a taxa de elucidação de homicídios no Brasil varia apenas de 5% para 8%. Percentual que nos Estados Unidos é de 65%, no Reino Unido é 90%, e na França é de 80%. Uma taxa baixíssima e vergonhosa, que contribui para fomentar ainda mais a sensação de impunidade no país.

Diante desse triste cenário, o Grupo de Persecução Penal da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), criou uma meta cujo objetivo era concluir ao menos 90% de todos os inquéritos e procedimentos que investigam homicídios dolosos no país, instaurados até 31 de dezembro de 2007, considerando-se o volume de casos existentes e do tempo médio de duração de uma investigação.

De acordo com o relatório Meta 2: A impunidade como alvo - Diagnóstico da investigação de homicídios no Brasil, em um ano, oito mil denúncias foram oferecidas, cerca de 100 mil inquéritos foram baixados para diligências e mais de 150 mil movimentações de procedimentos antigos foram realizadas. Entretanto, a grande maioria dos estados do país não conseguiu cumprir a meta.

Segundo o relatório, ainda, 18 estados brasileiros carecem de funcionários em delegacias especializadas em homicídios, 12 estados não aumentaram o quadro da Polícia Civil nos últimos dez anos e, em 08 estados os candidatos aprovados em concursos não foram convocados. A baixa capacitação dos profissionais e a falta de equipamentos técnicos também foram apontadas como fatores que dificultam a elucidação desses crimes no país.

Assim, não é de se estranhar que em um país onde haja carência de investimentos em contratação e capacitação de policiais, perícia sucateada, falta de políticas criminais, descaso das autoridades e conformismo da população, a violência impere. Quando se pergunta aos agentes da segurança a razão da violência, eles dizem: a polícia prende e o juiz solta. Como se vê, o buraco é mais embaixo.

Leia mais: http://jus.com.br/revista/texto/22562/homicidios-apenas-5-a-8-sao-elucidados-no-brasil#ixzz25pFJcYpL

Cavaleiros do Apocalipse


 
Os quatro cavaleiros do Apocalipse são personagens descritos na terceira visão profética do Apóstolo João no livro bíblico Apocalipse ou Revelação.
 
São geralmente representados pelos símbolos relacionados na narrativa: Conquista (ou às vezes "O anti-Cristo), Guerra, fome e Morte, embora somente o cavaleiro da morte seja identificado por nome.
 
São descritos por João quando este vê em sua mão direita um rolo (manuscrito enrolado em formato cilíndrico) com sete selos. Esses cavaleiros começam sua cavalgadura por ocasião da abertura do primeiro destes sete selos e a cada selo aberto um cavaleiro aparece, no total de quatro.
 
Como em outros livros de profetas bíblicos como Isaías, Daniel e Ezequiel, aspectos da narrativa como local, tempo, quantidade, personagens envolvidos e referências são vistos de forma simbólica e muitas vezes interpretados de maneira relacionada a outras passagens bíblicas e acontecimentos passados ou atuais.
 
O número quatro na simbologia numérica bíblica representa quadrangulação em simetria, universalidade ou totalidade simétrica, como em quatro cantos da Terra,quatro ventos. Vemos isso também em outros textos (Apocalipse 4:6; 7:1, 2; 9:14; 20:8; 21:16), provavelmente tornando esses quatro Cavaleiros parte de um único evento relacionado.
 
Cavalos e cavaleiros: em muitas culturas o cavalo é símbolo de impetuosidade e impulsividade relacionados com os desejos humanos além de ser associado com água e fogo por serem muitas vezes incontroláveis. Também é tido como a relação com o divino servindo de guia de almas, sendo muitas vezes enterrados junto com seus donos.
 
Exprime também vigor e viriliade por vezes simbolizando a juventude.
 
As cores dos cavalos dizem muito dos respectivos cavaleiros como:
 - Branco - Pureza, santidade, régio, ilusão;
 - Vermelho - Sangue, assassinato, guerra;
 - Marrom - Obscuridade, peste, maldição;
 - Descorado (verde-água ou baio) - Corpo em decomposição, repulsa.
 
Seus apetrechos mostram característica a respeito do papel que desempenham ou a consequência de sua cavalgada:
 - Arco e máscara - Símbolo da guerra, do poder da falsidade;
 - Espada - Principal arma dos exércitos antigos, usada como símbolo de assassinato;
 - Balança - No contexto denota desigualdade ou injustiça;
 - Jarra - Traz a peste dentro.
 
A Ordem em que são chamados revela uma sucessão progressiva, pois eles não são chamados ao mesmo tempo, levando muitos a associar essa visão com acontecimentos do início do século 20, chegando à conclusão que o final das "Setenta Semanas" seria 1914, o primeiro cavaleiro Jesus Cristo e os outros cavaleiros sinais de sua presença. (Mateus 24:3, 21)
 
Peste

 
Diz a Bíblia que ele virá e será seguido por muitos, o que remete a Zacarias 10:3-5, onde o profeta reúne seu "rebanho" e segue após ser "coroado", travando batalhas contra seus inimigos. Este cavaleiro faz pensar nos partos ("Feras da terra"), cuja arma característica era o arco, terror do mundo romano no século I (cf. Dt 7,22; Jr 15,2-4 e 50,17; Ez 34,28 e 9, 13-21).
 
"E eu vi, e eis um cavalo branco; e o que estava sentado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e ele saiu vencendo e para completar a sua vitória."
Apocalipse  6:2
 
Guerra
 
 
O Cavaleiro do Cavalo Vermelho, que tem uma Grande Espada, símbolo das guerras sangrentas. Acredita-se que o mesmo representa os flagelos, os meios pelos quais "Deus" castigaria e oprimiria os adoradores da besta e do falso profeta.
 
"E saiu outro, um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada."
Apocalipse  6:4
 
Fome
 
 
O Cavaleiro do Cavalo Negro, carrega consigo uma balança e traz com isso, segundo uns, a justiça e segundo a maioria dos estudiosos, o colapso econômico e a fome, pois a balança seria símbolo dos alimentos e dos preços exorbitantes.
 
"E eu vi, e eis um cavalo preto; e o que estava sentado nele tinha uma balança na mão.
 
E eu ouvi uma voz como que no meio das quatro criaturas viventes dizer: "Um litro de trigo por um denário, e três litro de cevada por um denário; e não faças dano ao azeite de oliveira e ao vinho."
Apocalipse 6:6
 
Morte
 
 
O Cavaleiro do cavalo baio (amarelo-esverdeao: a cor do cadáver que se decompõe) traz consigo a morte, a privação do plano terrestre, sendo ele o último cavaleiro.
 
A tradição popular perpetuou a ideia de que este animal seria uma égua esquálida e não um cavalo. A citação do Inferno que a acompanha é, tradicionalmente, representada pelo Leviatã a engolir as vítimas, destinadas à morte eterna.
 
"Então ouvi a terceira Criatura: 'Venha' e apareceu um cavalo baio, o nome do cavaleiro era Morte e o Inferno o seguia de perto."
Apocalipse  6:7
 
Fonte: Grupo Barro Branco