domingo, 14 de agosto de 2011

Dicas para fazer uma boa palestra

12 dicas para fazer uma palestra interessante


Planejar o que será dito, saber alguns macetes no computador e conhecer as tecnologias disponíveis no dia podem contribuir para uma boa apresentação em um evento

(Crédito: Stock.XCHNG/Divulgação)


 
Não fuja do microfone. Na realidade é bem fácil ser um bom orador. Se você tem uma palestra em breve a fazer e deseja que suas palavras se destaquem, confira a seguir 12 dicas importantes para que seu discurso não seja irrelevante aos ouvidos do público:
 
1) Aprenda ao máximo sobre sua audiência antes de falar
Essa dica é útil para falar em qualquer situação. Mesmo que você não saiba com antecedência sobre a organização, é possível obter informações que podem acrescentar ao público. Isso é possível até mesmo tomando um café com algum funcionário. Ao começar a apresentação mostre que você sabe o que é importante para o grupo.
 
2) Descubra se existem regras para ministrar as palestras
Os membros da plateia esperam receber apostilas? Vai existir uma sessão de perguntas e respostas? Descubra qual a melhor maneira de você compartilhar suas informações de contato com cada membro da audiência.
 
3) Planeje sua apresentação para que você possa reduzi-la quando necessário
Mesmo que tenha sido dito que você terá 45 minutos para fazer sua apresentação, você pode receber uma surpresa de que seu tempo foi reduzido para 30. Não mostre a sua audiência que você diminuirá o tempo, mas com planejamento você pode expor os pontos principais.
 
4) Tenha tempo extra para chegar o local do evento
Se você nunca esteve antes no local faça o trajeto para descobrir eventuais fatores que possam causar atraso, como construção, trens, local de estacionamento e outras distâncias.
 
5) Saiba qual tecnologia que você poderá usar
Saber se haverá computador é essencial para não atrasar sua apresentação, bem como alguns macetes como escurecer a tela, ligar alguns cabos, entre outros. Se você comprou um novo controle remoto para rodar o PowerPoint teste antes, pois no meio da palestra não é a hora para aprender a mexer.
 
6) Tenha sempre um plano B
Sempre tenha consigo cópias e notas sobre sua apresentação para no caso de haver algum problema com o PowerPoint você mesmo assim saber as diretrizes do que irá dizer. Não deixe também de sempre levar mais de um pen-drive com sua apresentação salva em PowerPoint e PDF.
 
7) Não permita que o público olhe nada em seu computador
Sempre inicie seu computador e abra os arquivos que serão usados antes do público estar sentado esperando pela palestra.
 
8) Não conte com a Internet
Se você pretende mostrar um vídeo no YouTube, sempre baixe o arquivo em seu computador, pois nunca se sabe se haverá conexão disponível durante sua apresentação.
 
9) Deixe suas informações sempre no final da apresentação
O ideal é ficar na última tela, para que a audiência possa anotar durante a sessão de Perguntas e Respostas
 
10) Carregue seus slides no SlideShare um dia antes de sua apresentação
É interessante que o público possa ter acesso aos conteúdos apresentados depois da palestra.
 
11) Não se esqueça: o show tem que continuar
Se você passar por alguma situação desconfortante ou chegar encharcado em uma apresentação devido ao tempo, dê seu jeito e continue pronto para fazer sua apresentação da melhor maneira possível.
 
12) Seja precavido
Às vezes, levar alguns equipamentos consigo pode ajudar para uma eventual emergência. Confira alguns que pode ser interessantes deixar sempre na mochila: cabo de computador e força, caixas de som externas, cabo para conectar o computador a alto falantes, projetor, controle de apresentação remoto, conjunto extra de baterias, pastilhas para garganta e cartões de visita.
 
Fonte: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2011/08/08/854553/12-dicas-fazer-uma-palestra-interessante.html

domingo, 7 de agosto de 2011

Núcleo OrgPlural de Responsabilidade Social e Ambiental


Esta em construção o Núcleo Orgplural de Responsabilidade Social e Ambiental destinado a auxiliar empresas a compreender as questões de responsabilidade social. Em breve estaremos divulgando o material e o website.

Para descontrair!

Boicote ao Mundial do Brasil

Movimento Italiano para promover o boicote ao mundial de futebol no Brasil.
Motivo: Battisti


História Militar

Um pouco de História Militar



Por que a 148ª Divisão Alemã se entregou somente aos brasileiros na Itália?


Cel.Hiram Reis e Silva

Foi em abril de 1945. Os alemães tinham retraído da Linha Gótica depois da nossa vitória em Montese, e provavelmente pretendiam nos esperar no vale do rio Pó, mais ao Norte. Nosso Esquadrão de Reconhecimento, comandado pelo Pitaluga, os avistou na Vila de Collechio, um pouco antes do rio. A pedido do General fui ver pessoalmente e lá, por ser o mais antigo, coordenei a noite um pequeno ataque com o esquadrão e um pelotão de infantaria, sem intenção maior do que avaliar, pela reação, a força do inimigo. Sem defender efetivamente o local, os alemães passaram para o outro lado do rio e explodiram a ponte. Então observamos que se tratava de uma tropa muito maior do que poderíamos ter imaginado. Eram milhares deles e nós tínhamos atacado com uma dezena de tanques e pouco mais de cinquenta soldados. 

Informamos ao comando superior que o inimigo teria lá pelo menos um regimento. O comando, numa decisão ousada, pegou todos os caminhões da Artilharia, encheu-os de soldados e os mandou em reforço à pequena tropa que fazia frente a tantos milhares. Considerei cumprida a minha parte e fui jantar com o Coronel Brayner, que comandava a tropa que chegara prosseguiu Dionísio. Durante a frugal refeição de campanha, apresentaram-se três oficiais alemães com uma bandeira branca, dizendo que vieram tratar da rendição. Fiquei de interprete, mas estava confuso; no início nem sabia bem se eles queriam se entregar ou se estavam pensando que nós nos entregaríamos, face ao vulto das tropas deles, que por sinal mantinham um violento fogo para mostrar seu poderio.

Esclarecida a situação, pediram três condições: que conservassem suas medalhas; que os italianos das tropas deles fossem tratados como prisioneiros de guerra (normalmente os italianos que acompanhavam os alemães eram fuzilados pelos comunistas italianos das tropas aliadas) e que não fossem entregues à guarda dos negros norte-americanos.

Esta última exigência merece uma explicação: a primeira vista parece racismo. Que os alemães são racistas é óbvio, mas porque então eles se entregaram aos nossos soldados, muitos deles negros? Bem, os negros americanos naquela época constituíam uma tropa só de soldados negros, mas comandada por oficiais brancos. Discriminados em sua pátria, descontavam sua raiva dos brancos nos prisioneiros alemães, aos quais submetiam a torturas e vinganças brutais. É claro que contra eles os alemães lutariam até a morte. Não era só uma questão de racismo.

Eu perguntei ao interprete do lado alemão (nos entendíamos em uma mistura de inglês, italiano e alemão), por que queriam se render, com tropa muito superior aos nossos efetivos e ocupando uma boa posição do outro lado do rio. Ele me respondeu que a guerra estava perdida, que tinham quatrocentos feridos sem atendimento, que estavam gastando os últimos cartuchos para sustentar o fogo naquele momento e que estavam morrendo de fome. Que queriam aproveitar a oportunidade de se render aos brasileiros porque sabiam que teriam bom tratamento.

Combinada a rendição, cessou o fogo dos dois lados. Na manhã seguinte vieram as formações marchando garbosamente, cantando a canção velhos camaradas, também conhecida no nosso Exército.  
 
A cerimônia era tocante prosseguiu Dionísio. Era até mais cordial do que o final de uma partida de futebol. Podíamos ser inimigos, mas nos respeitávamos e parecia até haver alguma afeição. Eles vinham marchando e cada companhia colocava suas armas numa pilha, continuando em forma, e seu comandante apresentava a tropa ao oficial brasileiro que lhe destinava um local de estacionamento. Só então os comandantes alemães se desarmavam. A primeira Unidade combatente a chegar foi o 36 Regimento de Infantaria da 9° Divisão Panzer Grenadier. Seguiram-se mais de 14 mil homens, na maioria alemães, da 148° Divisão de Infantaria e da Divisão Bessaglieri Itália que os acompanhava.

Entretanto houve um trágico incidente: Um nosso soldado, num impulso de momento, não se conteve e arrancou a Cruz de Ferro do peito de um sargento alemão. O sargento, sem olhar para o soldado, pediu licença a seu comandante para sair de forma, pegou uma metralhadora em uma pilha de armas a seu lado e atirou no peito do brasileiro, largou a arma na pilha e entrou novamente em forma antes que todos se refizessem da surpresa. Por um momento ninguém sabia o que fazer. Já vários dos nossos empunhavam suas armas quando o oficial alemão sacou da sua e atirou na cabeça do seu sargento, que esperou o tiro em forma, olhando firme para frente. Um frio percorreu a espinha de todos, mas foi a melhor solução - Concluiu Dionísio.

Ao ouvir esta história, eu já tinha mais de dez anos de serviço, mas não pude deixar de me emocionar. Não foram as tragédias nem as atitudes altivas o que mais me impressionaram. O que mais me marcou foi o bom coração de nossa gente, a magnanimidade e a bondade de sentimentos, coisas capazes de serem reconhecidas até pelo inimigo. Capazes não só de poupar vidas como também de facilitar a vitória. É claro que isto só foi possível porque os
alemães estavam em situação crítica; noutro caso, ninguém se entregará só porque o inimigo é bonzinho, mas que a crueldade pode fazer o inimigo resistir até a morte, isto também é real. Na História Pátria podemos ver como Caxias, agindo com bondade, só pacificou, e como Moreira César, com sua crueldade, só incentivou a resistência até a morte em Canudos.

O General Dionísio e o interprete alemão Major Kludge, se tornaram amigos e se corresponderam até a morte do primeiro, no início dos anos 90. O General Mark Clark, comandante do 5° Exército norte-americano, ao qual a FEB estava incorporada, disse que foi um magnífico final de uma ação magnífica. Dionísio disse apenas que a história real é ainda mais bonita do que se fosse somente um grande feito militar."