sábado, 29 de janeiro de 2011

O sonho do emprego! Um ponto do conto

Amigos! Esta história de aposentadoria é fantástica. O tempo para mim aumentou e, tenho a "honra" de apresentar meu primeiro conto.

Leiam e me digam se gostaram ou não!


O sonho do emprego!

Um ponto do conto

José, como o personagem bíblico, era um batalhador. Vindo do interior para a metrópole paulista, chegou sem destino com um único sonho: conseguir um emprego! José queria um emprego, não pensava em trabalho. Pasmem! Existe uma grande diferença entre trabalho e emprego. Emprego, em sua concepção, é aquele onde se trabalha pouco, mas se ganha muito. Já o trabalho, pelo contrário, se ganha pouco com muito esforço físico. Este era José.

Chegou em “Sampa” (como ele chamava carinhosamente) no terminal rodoviário da Barra Funda. Um susto, pois “barra funda” era coisa que não queria, pois “de cara” já lembrava trabalho duro. Pensou, por instantes, nos velhos tempos em que os ônibus chegavam na rodoviária Tiete. Pensou novamente! Lembrou-se do seu Tiete, com águas limpas e infestadas por corvinas, pacus e tucunarés (às vezes até aparece um dourado). Este pensamento logo se esfumaçou! Lembrou-se da marginal Tiete e daquele rio poluído. Espera! Rio poluído significa serviço... Aí vem de novo: mais trabalho.

Bem, mas José queria um emprego. Não seriam estas imagens iniciais que mudariam sua opinião. Ia à luta! Luta? Caramba! Lá vem novamente esta história de trabalho, pois lutar exige suor, esforço e, em alguns casos, até o próprio sangue! Queria um emprego. Não desistiria. Assim, ainda com idéia fixa, resolveu que iria se estabelecer, provisoriamente (o emprego lhe daria muitos recursos), na casa de sua tia Maria (alguma semelhança?). Foi de ônibus, pois era necessário economizar para procurar seu sonhado emprego. Como? Procurar? Pensou! Queria “achar” um emprego. Pensou em “São Longuinho” (sem alusão ao meu amigo policial Longo), mas... Não havia perdido o emprego, queria um novinho em folha. Abandonou o pobre santo. Voltou ao “achar”, pois isto poderia levar tempo e consumir muita energia (e isto José não queria – gastar energia em trabalho? Não!). Ficou ali brigando com seus pensamentos até voltar a realidade do ônibus. Por que tão lotado? O que estava acontecendo? Quase que sua mala ficou de fora! Perguntou, para um sonolento passageiro, o que estava acontecendo. Ficou indignado! O ônibus estava lotado porque todos iam para o trabalho. Ninguém ia para o emprego, só trabalho. Isto não estava certo! Não queria pensar em trabalho, pois como dizia em sua “terra”, queria um emprego.

Não desistiu. Aguentou o empurra-empurra dos trabalhadores (olha! de novo a perseguição do trabalho) e, finalmente, chegou à casa da tia Maria (ah! Como gostava dela, de seus quitutes... Que sonho maravilhoso). Tocou a campainha e logo foi recebido pelo Rex (seu antigo amigo canino) e... Quem eram aqueles cães? Um pequeno e bravinho! O outro grande e bonachão! Três cães... Ficou imaginando a sujeira que faziam no quintal e alguém tinha que limpar. Ficou paralisado. Mais trabalho! Será que teria que limpar? Isto era trabalho e pior, gratuito (duvidava que a tia Maria fosse “dar algum”). “Meus Deus” – pensou. Trabalho não, quero emprego! Mas, tinha que ficar na casa da tia. Resolvo isto depois. Queria mesmo era tomar um belo café da manhã com a tia Maria. Sorridente, tocou a campainha! Uma, duas... Quinze vezes. Quem apareceu foi a vizinha e logo foi dizendo: “Maria foi trabalhar”. Não era possível! Viajou mais de 10 horas, estava cansado (Deus! Cansaço lembra trabalho... Não!), queria uma cama. E agora? Que faria?

José, destemido, pensou: “espero”. E esperou muito. Lá pelas cinco da tarde viu a tia Maria chegando! Ficou feliz. Estava com fome! Querida tia... Logo se desmanchou em sorrisos. Ambos!

Entrou, tomou banho e comeu. Agora sim, estava pronto para uma boa noite de sono, afinal, precisava estar descansado para localizar seu tão sonhado emprego (não um trabalho!). Falou com a tia: “onde encontro um emprego?”. Tia Maria era um sonho... Sorriu. Este gesto me animou... Ela sabia! Sorri também. Tia Maria foi a sala e trouxe um jornal. Disse: “comece a procurar pelos classificados!”. Procurar? Como? Isto já dava trabalho! Não, “ele” de novo. Pensei: “Tá me perseguindo”! Não desisto, pego os classificados e leio a procura de... Só acho trabalho. Salário pequeno, muita energia. Resolvo dormir. Sonho... Com empr... Trabalho! Pesadelo.

Acordo, minha querida tia já saiu. Advinha onde foi? Penso que é um pesadelo! Começo a ver um longo túnel, sem ver meu emprego ao final. Dias se passam, cadê meu emprego? Não acho! Termina meu dinheiro... Não conto que já estou “trabalhando” no quintal, limpando a sujeira dos três cachorros da titia. Nem acredito. É um verdadeiro pesadelo. Penso em voltar... Desisto! Não posso encarar a “derrota”. Mais dias se passam... Desisto! Aceito um trabalho (quem diria!) e nele encontro minha futura esposa... Família. Compro casa, carro e tenho filhos.

Continuo... Levanto cedo e durmo tarde. Minha camisa é lavada com meu suor.

Descubro que estou feliz. Não acredito! Mas não encontrei meu emprego, achei um trabalho. Um trabalho que me sustenta e me alegra.

Ao final, me surpreendo e vejo a importância do trabalho para o homem. Mas... Meus sonhos não terminam. Sonho com a aposentadoria e penso: “será que não haverá mais trabalho?”.

Como dizem: “isto é outro conto!”


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Direitos Humanos e Polícia

O episódio envolvendo o delegado de polícia do Estado de São Paulo e o "cadeirante" na cidade de São José dos Campos/SP retrata a situação da segurança pública paulista no que se refere a questão de direitos humanos. Foram cusparadas e tapas. Cusparadas em veículos (isto é uma ofensa grave?) e o resultado foi um cadeirante machucado e um delegado afastado de suas funções. Maculou-se, mais uma vez, a polícia civil em sua imagem valorativa. O efeito é o trivial: toda polícia desrespeita direitos humanos.

Não obstante ao esforço estatal de incluir esta temática nos vários cursos (formação, aperfeiçoamento e especialização), de forma transversal, o que verificamos, na prática, é a total inobservância dos preceitos de DH (evidente que existem ilhas de excelência nas instituições). As disciplinas teóricas existem, mas a cultura institucional não muda (o respeito é construído de forma alternativa). Talvez o processo de seleção esteja equivocado, uma vez que o salário oferecido seja baixo e as exigências de ingresso não atendem o que as instituições preconizam. Há falta de polícia! E as promessas de aumento de disponibilidade de policiais é feita por nossos dirigentes políticos.

Esta questão de direitos humanos nas polícias não é nova. Em Minas, por exemplo, há uma instrução publicada. Em São Paulo, uma diretoria de direitos humanos (o diretor é meu amigo) que busca divulgar a política (inclusive com convênios e com a adoção do Código de Conduta para os Agentes responsáveis pela Aplicação da Lei). O próprio Ministério da Justiça, ao final do governo Lula, publicou norma a respeito dos Direitos Humanos. Mas, é sempre a mesma coisa: fatos isolados que maculam a imagem e "rasgam" o trabalho de muitos. O caso específico se iniciou com o desrespeito aos direitos do cidadão por parte do delegado (vemos isto diariamente em ações simples, como a condução de viaturas no trânsito). Não importa se os fatos alegados em sua defesa são ou não verdadeiros. A causa do problema foi o simples fato do delegado de polícia estacionar seu veículo numa vaga preferencial (total falta de respeito ao cidadão). Isto não significa que a outra parte esteja com total razão, fatos que serão verificados no inquérito policial que será realizado pela própria instituição do próprio autor (espera uma conduta apropriada e o acompanhamento de ONG). Neste caso será necessário uma atuação forte da Corregedoria da Polícia Civil, na pessoa de sua dirigente, que conhecemos e é uma pessoa digna e correta.

A conduta do policial civil simplesmente mostra uma faceta das polícias, a qual venho apontando há muito. Há o esforço do Estado, mas não existe apreensão intelectual do conhecimento por parte dos policiais. Aliás, presenciamos este fato em determinado concurso de mestrado, onde as notas obtidas na prova específica de direitos humanos foram muito baixas (isto em função de falta de conhecimento teórico das normas).

Este fenômeno já foi estudado. Só este blogueiro desenvolveu dois trabalhos científicos a respeito. Um deles, na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, tratou da observância dos direitos humanos. Não há dúvida de que a legislação específica sobre o assunto é totalmente desconhecida pelos policiais, mas é possível, conforme verificado, que eles tenham uma atitude responsável (resultado pode ser verificado na FESP).

Fica portanto uma questão: por que não respeitam os DH? A resposta deve vir rápido para que a política educacional das instituições seja alterada.

Vamos refletir e aguardar a finalização do livro que estou escrevendo, cujo teor é justamente o respeito aos direitos humanos. Será que ainda vigora a Síndrome do Capitão do Mato?

Rogério Baptistini - Homenagem a Tião Carreiro

Amigos.

O sociólogo Rogério Baptistini, da Fundação Escola e Sociologia Política de São Paulo, publicou em seu fantástico blog (http://rogerbam.wordpress.com/2011/01/20/a-coisa-ta-feia-com-tiao-carreiro/) uma homenagem a Tião Carreiro.

Visitem e apreciem!

Novas séries

Estudo. Uma paixão!


A passagem para a inatividade (prestes a ocorrer) será, por mim, considerada uma fase de minha carreira e vida. Não ficarei inativo, mas vou me aposentar do serviço policial e ter meu compromisso ético de sacrificar a própria vida em prol da comunidade, de pessoas que não conheço, devidamente cancelado. Aliás, em minha opinião, a aposentadoria policial tem este lado: o Estado devolve a vida a seu legítimo dono. Passo a ser um cidadão, ou seja, posso (direito e não mais um dever) prender em flagrante aquele que esta “em chamas”.

Mas não é isto que escrevo. Na realidade continuo minha eterna preparação, a corrida para o conhecimento.

Assim, já passado a questão da administração das instituições de ensino superior, inicia-se nova leitura. Para tanto, escolhi outras 2 obras, as quais se juntam aquelas que estou lendo. A dona das chaves, de Julita Lemgruber, e Junto e misturado, de Karina Biondi.

Claro! Ambas falam de crimes (me lembrei do professor Cogan, que em suas aulas de direito penal dizia “eu tomo café com crime, almoço com crime, janto com crime”). A primeira trata do Comando Vermelho e sua atuação no sistema penitenciário carioca. Junto e misturado e produto de estudo sobre o PCC.

Assim, estaremos, nos próximos dias, tratando de algumas curiosidades.


Mais um vídeo antigo (VW e PM)

Este é especial e segue para meu amigo Edu.

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Apreciem e deixem suas opiniões.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Uma questão de cor

Este vídeo, antigo, mas extremamente didático.


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Pensem...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Greve na FP - 1961

Amigos!
Recebi este texto do Grupo Barro Branco. Foi postado pelo Cel Ventura e é histórico.
Mostra que o problema salarial é crônico e, também, "histórico". O movimento grevista foi liderado por Aspirantes. Além disso, verifica-se que o policiamento era feito apenas com 144 viaturas (imagino qual era a demanda). Leiam!



FOLHA DE SÃO PAULO, em 14 de janeiro de 1961, sobre a greve na FORÇA PÚBLICA:

“ALASTROU-SE A VARIAS UNIDADES DA FP A GREVE DEFLAGRADA ONTEM PELOS BOMBEIROS DE SÃO PAULO. Irrompida pouco depois das 8:30 horas da manhã, a greve dos bombeiros da Capital – em sinal de protesto contra o nível de seus soldos – ganhou corpo durante todo o dia, alastrando-se pelas unidades com sede no Interior do Estado. Houve adesões na FORÇA PÚBLICA, paralisando inclusive parte do policiamento ordinário da cidade, a cargo da RÁDIO PATRULHA (22 das 144 viaturas) e, ao terminar a jornada, o movimento transformou-se numa greve “por tempo indeterminado”. Trinta detenções –aspirantes e oficiais– foram efetuadas, cinco chamados de incêndio (só na zona centro) deixaram de ser atendidos, além de uma ocorrência em GUARULHOS em que o corpo de um menor afogado não pôde ser retirado da água. As últimas horas da noite de ontem surgiram os primeiros informes segundo os quais, além das trinta prisões, tornadas públicas, dois ônibus lotados de oficiais detidos haviam sido enviados à SOROCABA, embora fontes oficiais não confirmassem a notícia. Às 15:40 horas de 13 de janeiro, o Comandante do CORPO DE BOMBEIROS, CORONEL MILTON MARQUES DE OLIVEIRA, saiu do QG dos Bombeiros e dirigiu-se ao da FORÇA PÚBLICA onde passou a conferenciar com o comandante-geral, o CORONEL do Exército Brasileiro OLDEMAR FERREIRA GARCIA (nomeado por decreto de 7 de janeiro de 1961) e com o chefe do Estado-Maior. Pouco antes das 17 horas o coronel saiu do QG como portador de um apelo a ser dirigido à Corporação em favor da disciplina. O comandante mandou reunir a tropa no pátio do QG. Houve de início resistência dos oficiais e soldados que se encontravam nas imediações, e não desejavam ingressar, desejando antes que o comandante fosse a eles. Depois de alguma hesitação e conduzidos por um tenente, os milicianos reuniram-se, afinal, no pátio interno, onde o CORONEL MILTON MARQUES DE OLIVEIRA lhes dirigiu a palavra. As palavras do comandante foram acolhidas com serenidade, mas não  logrou reprimir a greve que, a partir de então, ganhou características de movimento por tempo indeterminado. Logo em seguida, chegou ao QG o presidente do CLUBE DOS SARGENTOS DA FORÇA PÚBLICA, o qual informou que o movimento tinha a solidariedade de todos os sargentos da FORÇA. Às 18 horas, chegou ao QG o CORONEL COSTA JÚNIOR, comandante do 9 º Batalhão de Policiamento que, em companhia de toda a oficialidade da unidade, resolveu solidarizar-se com o movimento. Interpelado se toda a unidade entrara também em greve ou se apenas hipotecara solidariedade moral, respondeu: “O canário na muda não canta. E eles estão na muda”. Quando retornou à tarde para o QG, o carro que conduziu o comandante da FORÇA PÚBLICA foi seguido por uma perua. Mas os soldados que se achavam à frente do edifício, julgando que o veículo conduzia milicianos presos, montaram verdadeira barreira humana para impedir o seu ingresso no QG. À circulação do boato de que um choque da FP iria dispersá-los, instalaram as mangueiras e prepararam quatro guarnições, dispondo-se a enfrentar qualquer choque com jatos d´água. Foi o momento de maior tensão no curso dos acontecimentos do dia. O povo, do lado de fora, também em ambiente de tensão, se pôs a aplaudir a formação da defesa improvisada. Pouco depois das 17 horas compareceu ao QG uma comissão de líderes sindicais, acompanhados de um deputado. Às 20 horas, foi retirada a ESCADA MAGIRUS que os bombeiros haviam erguido em frente do prédio do CORPO DE BOMBEIROS, tendo no alto uma bandeira preta. Também o clarim aderiu a greve. Os toques ordinários deixaram de ser dados, a partir do toque de revista, ao meio-dia.    

O CHEFE DA CASA MILITAR, CORONEL DJALMA ARANTES, confirmou as notícias de PRONTIDÃO GERAL na FORÇA PÚBLICA e guarda redobrada  no PALÁCIO.

Cerca das 22 horas, o GENERAL STÊNIO CAIO DE ALBUQUERQUE LIMA, comandante do II EXÉRCITO, esteve nos CAMPOS ELÍSIOS, a chamado do governador. Nada transpirou da conversa mantida entre ambos, sabendo-se apenas que foi tratada a situação criada na FP com a greve dos bombeiros.

Às 23 horas, o CAPITÃO SIDNEI GIMENEZ PALÁCIOS, comandante do 5º BC, de TAUBATÉ, que se encontrava no QG do CORPO DE BOMBEIROS, informou à reportagem que o BATALHÃO DE GUARDAS aderiu ao movimento, abrindo os portões da unidade, sem rendição da tropa.

À tarde, o BATALHÃO DE TRÂNSITO da FORÇA PÚBLICA aderiu ao movimento e os guardas abandonaram os semáforos e o policiamento de trânsito. Diante da crise eclodida na FORÇA PÚBLICA, o governador do Estado convocou para ontem à noite uma reunião das principais autoridades do Estado, a fim de estudar o assunto. Cerca das 22 horas teve início essa reunião, que durou até às 23 horas. À saída, a reportagem interrogou o Comandante do II EXÉRCITO, GENERAL STÊNIO CAIO DE ALBUQUERQUE LIMA, que afirmou ter examinado, com o governador e demais autoridades do governo, a situação da crise na FORÇA PÚBLICA. Interrogado se era iminente a intervenção do EXÉRCITO, informou que por enquanto, não cogitava do assunto. Obtiveram-se também do Comandante da FORÇA PÚBLICA, as seguintes informações: 1º) a FP tentará debelar com seus próprios recursos a crise, sem recorrer ao EXÉRCITO; porém, se isso não for possível a intervenção do EXÉRCITO se dará; 2º) A “greve branca”, na sua opinião, continua a mesma; 3º) Não houve propriamente prisão de oficiais do Corpo de Bombeiros, mas apenas de praças e soldados; 4º) Quanto a situação em si, naquelas dependências da FORÇA, disse que o foco de greve permanecia o mesmo. Acentuou, finalmente, que a situação ainda é obscura. 

Outro participante da reunião de ontem à noite nos CAMPOS ELÍSIOS foi o BRIGADEIRO FARIA LIMA, que ao deixar o PALÁCIO, não quis confirmar nem desmentir as notícias de mediação no caso da FORÇA PÚBLICA. O CORONEL HUGO ALMEIDA PORTELA, Comandante do 2º BP, e o MAJOR ÊNIO COLAÇO FRANÇA, comandante do 12º BP, entregaram-se ao comando da FORÇA PÚBLICA por não pretenderem participar do movimento.

Após receber informações do governador CARVALHO PINTO sobre a crise na FORÇA PÚBLICA, o ministro ODÍLIO DENYS entrou em contato com o ministro ARMANDO FALCÃO, da Justiça, com quem tratou do assunto, discutindo providências.

À zero hora de 14 de janeiro, todos os carros (ou quase todos) dos diversos distritos do CORPO DE BOMBEIROS, foram levados para o QG da Corporação, totalizando 63 veículos e 4 escadas MAGIRUS.

Aos 40 minutos de hoje continuavam as reuniões governamentais para cuidar da crise da FORÇA PÚBLICA. Nos CAMPOS ELÍSIOS, na ala residencial do PALÁCIO, além do governador, estavam reunidos o secretário da Segurança Pública, FRANCISCO JOSÉ DA NOVA; JOSÉ BONIFÁCIO NOGUEIRA (Agricultura), MÁRCIO PORTO (Governo), HÉLIO BICUDO e HÉLIO DAMANTE, auxiliares do chefe do Executivo. Já no Quartel General da FORÇA PÚBLICA, para onde retornou dos CAMPOS ELÍSIOS, o seu comandante, com ele tratavam do assunto todo o Estado-Maior da FP e comandantes de departamentos da milícia, inclusive do CORPO DE BOMBEIROS.”

Ontem, dia 13, pela manhã, iniciada parcialmente a greve na CMTC –setor de ônibus– motivada pelo atraso de pagamento. O setor de bondes não foi afetado e não se fala, ainda, em greve.     



quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Faça a vida valer a pena!

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2ª Grande Guerra

Amigos.

Mais uma notícia espetacular do Grupo Barro Branco.

Vídeo sobre a rendição japonesa na 2ª GGM.

Link para acesso: http://enka2.netorage.com:9711/harddisk/user/lyk36/mumess/376-macarthurjap.htm

IES e seus grupos de interesses


AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR (IES) E SEUS STAKEHOLDERS

Continuando as reflexões sobre a obra de Luís Eduardo Machado (Gestão Estratégica para Instituições de Ensino Superior Privadas), discorreremos sobre o fenômeno do “vendedor de cursos”. Parece um pouco desagradável a utilização deste termo, mas, como qualquer empresa, a universidade (além de se preocupar com a formação do futuro profissional) precisa ter lucros e isto somente ocorrerá com a frequência de candidatos em seus vestibulares e com a consequente matrícula. É preciso “vender” a futura formação profissional por meio da apresentação de uma grade curricular que venha ao encontro do esperado pelo candidato. Não resta, portanto, outra forma para tratar do assunto. Os campi devem “vender” os cursos (no bom sentido). Para que este processo de “comercialização” dos cursos ocorra, a universidade deve estar alinhada com as necessidades do mercado e se preparar para uma boa formação, contratando professores capazes de formatar o curso, ministrar aulas e, principalmente, transferir conhecimento. É preciso também que exista um profissional capacitado para levantar as necessidades da comunidade onde a universidade esta instalada, de forma coletar informações que possam subsidiar a formatação de cursos, bem como capaz de divulgá-los aos potenciais interessados. A IES deve se preparar para a eventual demanda.

Para que esta “venda” ocorra, recorremos a um princípio de Cesar: “Não basta ser, tem que parecer ser”. Assim, a universidade precisa de uma campanha publicitária que mostre estas peculiaridades ao seu principal stakeholder: o futuro aluno.

Como exemplo desta atividade de “venda”, pode ser citado à criação de cursos na área de saúde num campus que se situe numa área de concentração de hospitais. Evidente que a formação em enfermagem (técnico ou não), nutrição e outras devem ser privilegiadas. Universidades localizadas na zona do pré-sal devem preparar profissionais para esta área de atuação. O município de Ilha Solteira, outro exemplo, tem o curso de engenharia elétrica como seu “carro chefe” em função da instalação da UHE. Evidente que os cursos tradicionais encontram espaços, mas sempre deve ser observada a relação econômica do entorno da universidade (se o poder aquisitivo for alto, cursos mais elitizados devem ser ofertados). Isto justificaria, por exemplo, o curso de direito oferecido no município de Araçatuba, onde duas principais universidades formam juntas, anualmente, mais de 200 profissionais (eles não terão campo para atuar na cidade, em função da lei da oferta e procura - muitos profissionais para poucas lides).

A universidade precisa entender que para sobreviver no mercado educacional, extremamente competitivo (financeiramente falando), não basta ter um bom marketing. É preciso mais! É preciso oferecer um diferencial, como, por exemplo, atuação na área de responsabilidade social, haja vista a agregação de valor a imagem da universidade (como faz a Uniban Brasil). A universidade também precisa ter foco nos colégios de ensino médio, vez que os formandos são um grupo de stakeholder muito importante e devem ter a devida atenção, ou seja, programas de divulgação dos cursos de graduação devem ser desenvolvidos para este público.

Numa experiência familiar, busquei matricular minha filha numa escola tradicional da zona norte de São Paulo. O coordenador pedagógico que nos atendeu, após mostrar as virtudes da escola, terminou a entrevista dizendo: “estude aqui! Ao final do 3º ano você poderá escolher a universidade e deixando para os outros, as particulares como a U...”. Não obstante a falta de ética, este “vendedor de cursos” vendeu a promessa de ingresso na USP, Unicamp, Mackenzie etc. Fez o seu trabalho (embora eu tenha matriculado minha filha em outro colégio).

A universidade entender que existe para o aluno. É para ele que se formatam os cursos. É para ele que os esforços devem ser canalizados.

Viva as “horas da verdade”! Vamos a luta! Vamos buscar nosso oceano azul.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Bolsonaro

Direto do Grupo Barro Branco

Comissão da inverdade

JAIR BOLSONARO



É notório que a esquerda quer passar para a história como a grande vítima que lutou pelo Estado democrático atual, invertendo o papel de militares


Os militares só conseguem manter a hierarquia e a disciplina porque a verdade está para eles como a fé está para os cristãos.

A mentira e a traição fazem parte da vida política brasileira, em que os vitoriosos se intitulam espertos, pois, afinal, dessa forma estarão sempre no poder.

A esquerda no Brasil chegou ao poder pelo voto, graças aos militares que impediram em 1964 a implantação de uma ditadura do proletariado. Os perdedores, nos anos subsequentes, financiados pelo ditador Fidel Castro, partiram para a luta armada, aterrorizando a todos com suas ações, que ainda fazem inveja ao crime dito organizado dos dias atuais.
 
Foram 20 anos de ordem e de progresso. Os guerrilheiros do Araguaia foram vencidos, evitando-se que hoje, a exemplo da Colômbia, tivéssemos organizações como as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) atuando no coração do Brasil.

O nosso povo vivenciou sequestros de autoridades estrangeiras e de avião, dezenas de justiçamentos, tortura, execuções como a do adido inglês e a do tenente da Força Pública de São Paulo no Vale do Ribeira, bombas no aeroporto de Recife e carro-bomba no QG do 1º Exército, respectivamente com mortes de um almirante e de um recruta, latrocínios, roubos etc.

O regime, dito de força, negociou e foi além das expectativas dos derrotados ao propor anistia até mesmo para crimes de terrorismo praticados pela esquerda. Agora, no poder, eles querem escrever a história sob sua ótica, de olhos vendados para a verdade.

Projeto do Executivo, ora em tramitação na Câmara, cria a dita Comissão da Verdade, composta por sete membros, todos a serem indicados pela presidente da República, logo ela, uma das atrizes principais dos grupos armados daquele período, que inclusive foi saudada pelo então demissionário ministro José Dirceu como "companheira em armas".

Ninguém pode acreditar na imparcialidade dessa comissão, que não admite a participação de integrantes dos Clubes Naval, Militar e da Aeronáutica. Essa é a democracia dos "companheiros".

Ainda pelo projeto, apurar-se-iam apenas crimes de tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, não tratando de sequestros, atentados a bomba, latrocínios, recebimento de moeda estrangeira de Cuba, sequestro de avião e justiçamentos.

É notório que a esquerda quer passar para a história como a grande vítima que lutou pelo Estado democrático atual, invertendo completamente o papel dos militares, que, em 1964, por exigência da imprensa, da Igreja Católica, de empresários, de agricultores e de mulheres nas ruas intervieram para que nosso país não se transformasse, à época, em mais um satélite da União Soviética.

Os militares sempre estiveram prontos para quaisquer chamamentos da nação, quando ameaçada, e, se a verdade real é o que eles querem, as Forças Armadas não se furtarão, mais uma vez, a apoiar a democracia.

Se hoje nos acusam de graves violações de direitos humanos no passado, por que não começarmos a apurar os fatos que levaram ao sequestro, à tortura e à execução do então prefeito Celso Daniel em Santo André? 

Ou será que, pela causa, tudo continua sendo válido, até mesmo não extraditar o assassino italiano Cesare Battisti por temer o que ele possa revelar sobre seu passado com terroristas brasileiros hoje no poder?

JAIR BOLSONARO capitão da reserva do Exército, é deputado federal pelo PP do Rio de Janeiro.

Homofobia


HOMOFOBIA – SAIR OU NÃO DO ARMÁRIO!

O assunto HOMOFOBIA tem sido nos últimos meses alvo de inúmeras matérias da mídia. Vários casos de crimes “homofóbicos” ocorreram no país, fato este que despertou interesse pela matéria. Tal interesse foi maximizado após as imagens dos crimes ocorridos na Av. Paulista, em São Paulo.

Muito trabalho tem sido feito, inclusive com a participação de grupos minoritários em ações do Estado. Em São Paulo, Dimitri Sales tem feito um belo trabalho na frente da Coordenação de Políticas para Diversidade Sexual da Secretaria de Justiça. No entanto, parece que há muito a fazer no sentido de minimizar ações discriminatórias, em face do noticiado pela imprensa.

Nesta semana o site Terra publicou uma notícia do Grupo Gay da Bahia (GGB) informando o aumento dos delitos de homicídio envolvendo homossexuais. De acordo com o grupo, em 2010 registrou-se mais de 250 ocorrências desta natureza, ou seja, a média diária de morte passou para uma vítima a cada um dia e meio e isto sem considerar a questão da subnotificação criminal nesta modalidade. É muito. Intolerável!

O presidente da Ong, Luiz Mott, explica que o bullying ainda tem como alvo os homossexuais e critica o governo Lula (pela primeira vez vejo alguém criticar a política de direitos humanos deste governo!) afirmando “que a situação piorou nos oito anos do Governo Lula, pois poucas ações concretas saíram dos vários planos propostos”. Acrescenta ainda que as contaminações por HIV aumentaram, não obstante as políticas públicas propostas. Fez pouco, mas falou-se muito (isto é recorrente).

Dentre as 72 ações positivas nesta questão, destaca-se, sob minha ótica:

1) A regulamentação da parceria civil registrada entre pessoas do mesmo sexo e a regulamentação da lei de redesignação de sexo e mudança de registro civil para transexuais (a justiça brasileira tem permitido alguns casos de adoção para casais homossexuais, bem como a mudança de nome);

2) O aperfeiçoamento da legislação penal no que se refere à discriminação e à violência motivadas por orientação sexual;

3) Exclusão do termo 'pederastia' do Código Penal Militar;

4) Inclusão, nos censos demográficos e pesquisas oficiais, de dados relativos à orientação sexual.

Mott ainda afirma que as bancadas evangélicas e católicas do Congresso Nacional são muito homofóbicas e impedem que nova legislação seja aprovada e remetida para sanção presidencial. Acredito que quebrar paradigmas é extremamente mais fácil do que dobrar as “igrejas” em seus dogmas. Disso Mott não pode reclamar, pois faz parte da vida numa sociedade democrática (lobby sempre existiu e sempre existirá).

Felizmente não houve ataques as forças de segurança. Saímos ilesos! Talvez porque já estamos numa posição de respeito aos direitos humanos. Em 2007 algumas polícias participaram de um seminário na cidade do Rio de Janeiro (300 participantes, sendo 100 ativistas, 30 representantes dos governos federal, estadual e municipal, 45 representantes de centros de referência de combate à homofobia, 82 representantes das Polícias Militar e Civil e 25 representantes de universidades) que tratou desta questão dos homossexuais. Após este evento, várias polícias passaram a tratar deste assunto nos cursos de formação e aperfeiçoamento, sempre na busca de explicitar o direito humano de opção sexual. Na época do seminário, Ricardo Balestreri, manifestou-se dizendo que a união de todos “certamente, vai contribuir muito para a mudança da cultura policial brasileira no sentido do reconhecimento de que os operadores de segurança pública precisam cuidar e proteger de igual maneira todos os cidadãos brasileiros independentemente da sua orientação sexual. É, portanto, um evento que será um marco do processo civilizatório brasileiro”. Não há dados disponíveis sobre envolvimento de policiais militares como autores de delitos homofóbicos.

Nesta sociedade, pelo menos a que idealizamos, não pode haver espaço para condutas que possam ferir direitos individuais. A escolha de gênero é um direito humano e precisa ser respeitado por todos. Não pode haver intolerância e os órgãos de segurança devem estar atentos.

Há muito a fazer ainda!

Policiamento Ambiental publica sua revista


REVISTA SEGURANÇA AMBIENTAL

Publicou-se, neste mês, a revista Segurança Ambiental, ano IV, nº 4. Trata-se de um veículo de comunicação doutrinária do Comando de Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo, da Polícia Militar e este volume apresenta matérias escritas por mestres e doutores da Instituição.

Luís Eduardo Biagioni abre a revista com um artigo derivado de sua dissertação de mestrado, que cuida da utilização de veículos aéreos não-tripulados pela PMESP. Trata-se do projeto VANT que poderá revolucionar a cobertura do policiamento ambiental no Estado.

Ainda tratando de tecnologia, Cláudio Cesar de Oliveira escreve um artigo sobre georreferenciamento. O autor trata a questão como uma ferramenta de gestão ambiental em microbacias hidrográficas.

Um artigo sobre peixes de lagoas marginais na bacia do Turvo-Grande foi escrito pelos biólogo Renato Braz de Araujo (do IBILCE-UNESP), Prof. Francisco Langeani e Tenente de Polícia Militar Luiz Antonio Vaserino.

A competência da Polícia Militar Ambiental para fiscalizar rios da União foi o tema do trabalho apresentado por Douglas Vieira Machado. Traz a tona a questão da linha de talvegue e outros aspectos.

Este blogueiro também participou. Fruto de sua tese de doutorado, escrevi sobre a responsabilidade sócio ambiental como elemento formador da imagem valorativa da Instituição policial-militar. Assunto que há muito esta na mídia, discorro sobre algumas atividades da Polícia Militar e trago a real conceituação da terminologia.

Meu amigo Wellington Carlos da Cunha apresenta um artigo sobre a importante atividade de educação ambiental. Fruto também de sua tese de doutorado, o autor trata a questão de forma estratégica e este trabalho serviu como base para a sistematização desta atividade na Polícia Militar (fui o orientador da tese, para minha felicidade).

Marcos de Castro Simanovic publica seu trabalho a respeito dos empreendimentos públicos e privados e seus impactos na região do litoral norte de São Paulo.

Cumpre agora elogiar o trabalho de meu amigo Gilmar Ogawa, nosso coordenador editorial, que possibilitou esta edição. Tenho certeza de que dedicou valioso tempo de sua família em mais este projeto.

A Revista Segurança Ambiental tem registro ISSN nº 2178-2652 e não é vendida. Procure seu exemplar com os oficiais do policiamento ambiental.